Por Mauro Utida

O delegado Carlos Eduardo Barbosa, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), pediu, nesta sexta-feira (11), a prisão preventiva aos quatro bolsonaristas que invadiram um ônibus no último dia 3 e agrediram estudantes em frente ao quartel do exército da cidade, o 12° Grupamento de Artilharia e Campanha. Um estudante ficou ferido com os estilhaços do vidro quebrado pelos agressores.

A Polícia Civil já concluiu o inquérito após identificar e colher depoimento dos envolvidos. Agora, aguarda decisão da Justiça. O inquérito policial está sendo acompanhado pelo promotor de Justiça João Alfredo Ribeiro Gomes de Deus, da Comarca de Jundiaí.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os agressores foram indiciados por arremesso de projétil, lesão corporal, associação criminosa, dano qualificado, violência política e constrangimento ilegal.

As agressões aconteceram em frente ao 12º GAC, onde apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) persistem com os atos antidemocráticos na porta do quartel do Exército, cerca de duas semanas após o segundo turno da eleição presidencial. Os manifestantes vestidos de verde e amarelo pedem intervenção militar por não aceitarem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Estudante foi atingido por estilhaços de vidro após pedra jogada por bolsonaristas. Foto: Divulgação

Questionada sobre o por quê das manifestações que pede a intervenção das Forças Armadas ainda não teriam sido dissipadas, a Prefeitura de Jundiaí não respondeu a reportagem até o momento, mas o espaço continua aberto para atualização.

Já Ministério da Defesa informou que “manifestações, desde que ordeiras e pacíficas, são o exercício da liberdade de manifestação de pensamento e de reunião, de acordo com os princípios constitucionais e as leis vigentes”.

Indagado sobre as manifestações em Jundiaí que constou o caso de violência contra adolescentes e atenta contra o Estado Democrático de Direito, o ministério não respondeu.

Nesta quarta-feira (9), o Ministério da Defesa divulgou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório que não apontou qualquer fraude eleitoral nas urnas eletrônicas durante a votação das eleições de 2022. O documento derrubou a tese de Bolsonaro contestar o resultado da eleição e enfraquece o movimento golpista em frente aos quartéis.

As agressões

As cenas lamentáveis em Jundiaí foram gravadas por alunos que estavam dentro do ônibus indo para a Escola Técnica Vasco Antônio Venchiarutti (EtecVav).

Na ocasião, os bolsonaristas que protestavam contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno eleitoral, invadiu o ônibus no qual estavam estudantes por eles terem feito o L de Lula.

Os atrozes também quebraram o vidro do coletivo com a anuência de policiais militares que estavam no local e não impediram que os estudantes fossem agredidos.

 

 

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