Os sete adolescentes que agrediram um garoto de 15 anos em um ônibus escolar de Camaçari (BA) no último dia 25 de fevereiro já foram identificados e deverão prestar depoimento à polícia junto com os pais ou responsáveis. A informação foi dada pela delegada Thais Rosário em entrevista ao Jornal da Manhã, na Bahia, afiliada da TV Globo.

A delegada também confirma que as agressões foram motivadas por homofobia e o crime poderá ser enquadrado na lei de racismo, que pune práticas LGBTfóbicas no país. “Infelizmente, a situação é em razão da condição sexual da vítima, então é o preconceito. É algo muito triste ver jovens, em pleno 2022, agirem dessa forma”, disse.

Além dos agressores, o motorista e a monitora do ônibus, que tentou conter a violência contra o estudante e acabou também sendo agredida, também deverão prestar depoimento.

Os agressores moram no mesmo bairro que a vítima. Conforme depoimento do estudante, as agressões no ônibus não foram as primeiras cometidas contra ele pelos mesmos agressores. O estudante revelou ter medo de denunciar já que as agressões são constantes e a iminência de represálias pode ficar ainda maior com a difusão do caso.

Com o vídeo em circulação nas redes, o estudante decidiu pedir para que sua mãe tomasse providências. “Sofri calado porque não tenho coragem de desabafar com minha mãe, mas, dessa vez, passou dos limites e precisei falar para que ela tomasse providências”, disse ao G1. “Só quero que me deixem em paz. Por favor, me deixem em paz. Nunca fiz nada para vocês”.

Quando os depoimentos forem prestados, a delegada deverá concluir o inquérito e encaminhará para o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

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